Dois tornados que atingiram as regiões norte e oeste de Santa Catarina deixaram um rastro de destruição entre a tarde de sexta-feira, 14, e manhã de sábado, 15. Segundo informações da Defesa Civil, as fortes tempestades deixaram ao menos 16 feridos, sendo duas em estado grave, 850 desabrigados e 115 desalojados. Os dois fenômenos meteorológicos foram registrados nesta sexta-feira, nas cidades de Água Doce e Irineópolis, com 100 quilômetros de distância uma da outra.

As fortes chuvas e a queda de granizo destelharam residências e danificaram dezenas de edificações em ao menos 5 cidades do norte, oeste e extremo-oeste catarinense. Rajadas de vento de até 100 km/h chegaram a virar caminhões nas estradas, segundo imagens divulgadas nas redes sociais. Ainda chove muito na região. As pessoas desabrigadas estão recebendo kits com lonas e colchões. A tempestade ainda derrubou árvores e postes, e deixou a distribuição de energia elétrica comprometida em algumas regiões. Outras partes do estado também foram impactadas pela tempestade.

Confira o rastro de destruição em vídeos divulgados nas redes sociais:

No município de Água Doce 700 casas foram destelhadas e 25 totalmente destruídas, 700 pessoas foram desabrigadas e 25 desalojadas. No município 11 pessoas foram feridas, sendo duas de forma mais grave. Em Catanduvas, 235 residências tiveram os telhados danificados e duas foram destruídas. No município de Ibicaré foram registrados danos em três comunidades de interior, duas igrejas e dois pavilhões.

Em Tangará ocorreram destelhamentos em todos os bairros, estima-se que 90% das casas e empresas foram atingidas, e cinco pessoas ficaram feridas. A Defesa Civil municipal informou que 100 pessoas estão desabrigadas e 20 desalojadas. Já em Vargem Bonita os primeiros números apontam 1.300 casas com os telhados danificados, 30 pessoas estão desabrigadas e 20 desalojadas.

“O atendimento para as pessoas atingidas e os feridos foram prestados pelo Corpo de Bombeiros Militar, SAMU e PMSC”, destacou o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior. Segundo ele, a primeira resposta está em andamento e os levantamentos dos prejuízos estão sendo realizados pelas defesas civis municipais. “No primeiro momento realizamos a distribuição de lonas e demais itens de assistência humanitária estão sendo disponibilizados para a população.”