A energia solar já é uma realidade em vários países como China, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Itália são os cinco maiores produtores deste tipo de energia, segundo a Carbon Brief, numa compilação de dados do Climedecycle BNEF com informações da BP Statistical Review of World Energy. Como se pode observar o ranking da geração solar é dominado por países com alta população, como a China e os Estados Unidos, sendo que apenas a China representa 26% de todas as instalações solares do mundo, enquanto os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha são responsáveis por 13% cada uma.

No Brasil, a tecnologia que mais tem se destacado é a fotovoltaica, que é a geração de energia elétrica usando a luz do sol como fonte primária de energia. Na prática, a luz do sol atinge o conjunto de placas solares, também conhecidos como painéis solares, que capta essa luz e a converte em energia elétrica através do efeito fotovoltaico. “Esta energia, gerada em corrente contínua, é enviada ao inversor fotovoltaica, para ser transformada em corrente alternada, que é o padrão utilizada em nossos equipamentos eletrônicos”, explica Ricardo Delneri, um dos maiores investidores em energia renovável do Brasil e que possui negócios em parques solares, eólicos e usinas hídricas.

Entre as vantagens da fonte solar segundo o empresário Ricardo Delneri, um dos sócios-fundadores da Renova Energia, uma das pioneiras na geração de energia renovável no Brasil, destaca-se a economia proporcionada uma vez que o investimento no projeto solar hoje gira em torno de R$ 10 mil a R$ 20 mil, dependendo do tamanho do telhado. “No entanto, este investimento é compensado para o cliente depois de três a cinco anos. Depois deste prazo, o volume de energia gerado servirá para abastecer a sua casa, indústria ou comércio e o proprietário ainda poderá vender a energia excedente para a concessionária que abastece a sua região”, detalha Ricardo Delneri. Os painéis solares têm durabilidade em torno de 25 a 30 anos.

O uso da energia solar pode servir para o aquecimento da água, para a geração fotovoltaica de energia elétrica, para iluminação pública e para os sistemas de uso coletivo como para instituição de ensino, postos de saúde, centros comunitários, prédios públicos, fazendas, pequenos, médios e grandes estabelecimentos, indústrias, enfim em toda e qualquer edificação que tenha telhados.

Ricardo Delneri lembra que a energia solar começou mais fortemente em 2012 no Brasil. Atualmente, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) os Estados que mais produzem energia solar no país são: Minas Gerais com 456,5 em capacidade instalada, seguido pelo Rio Grande do Sul com 348,2, depois vem São Paulo com 297,2, acompanhado pelo Paraná, com 214,4 e por Mato Grosso com 147,9, fechando assim o ranking dos cinco primeiros Estados geradores de energia solar fotovoltaica do Brasil.

“O Brasil precisa manter o ritmo de investimento na fonte sola e hoje estamos analisando projetos especialmente na região Nordeste, local que possui uma das melhores radiações solar do mundo”, finalizar o empreendedor Ricardo Delneri.