A falta de respiradores, equipamentos para pacientes em estado grave por coronavírus, estimulou um grupo de cinco engenheiros a colocar a tecnologia em prática para atenuar o problema.

Preocupados com a situação crítica vista em outros países, eles resolveram criar um protótipo semelhante que pode servir de solução para a suprir a ausência dos aparelhos.

O ímpeto humanitário começou a ser desenvolvido em um dos laboratórios do Instituto Mauá, localizado no grande ABC.

Espelhada em um modelo espanhol, a ideia foi aprimorar a facilidade de aplicação e proporcionar um custo mais baixo, diante da urgência que o momento exige.

Um dos criadores do projeto, o engenheiro Guilherme Hirosi, explicou que o sistema de controle é baseado em motor de para-brisa e que é “simplificado, mas que garante ao médico a possibilidade de parar o sistema se necessário”.

O professor de engenharia, Rodrigo Mangoni, também participou do projeto. Ele explica que o equipamento não substitui o respirador, mas pode manter um paciente vivo por algumas horas ou até mesmo um dia.

“O suficiente para que libere um leito de UTI. Esse equipamento é para mitigação da crise que teremos e pode ser usado em hospitais de campanha, por exemplo.”

O custo de um respirador mecânico é de 300 reais. Os criadores do projeto ainda buscam parcerias com montadoras para aumentar a capacidade de produção.

É preciso também adaptar alguns dispositivos de segurança para que o protótipo seja validado pela Anvisa e pelo ministério da saúde.

Caso seja aprovado, o aparelho pode servir de oxigênio para salvar muitas vidas.

*Com informações do repórter Vinícius Moura