Após rumores na última semana de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode retornar ao Partido Social Liberal (PSL), o presidente chegou a afirmar durante live que “não pode investir 100%” no Aliança pelo Brasil, partido que abrigaria o bolsonarismo, mas que ainda não foi oficializado, e poderia voltar ao PSL após uma reconciliação. Na avaliação do comentarista Rodrigo Constantino, “a política é a arte de possível e também é uma área de interesses”, portanto “é saudável Bolsonaro manter o diálogo com o Congresso” e avaliar partidos.

Não posso jogar as fichas apenas no Aliança, que eu esperava que ficaria pronto este ano, mas acho difícil. Não vamos desistir, mas já conversei com o PSL”, declarou o presidente durante transmissão ao vivo nas redes sociais na última quinta-feira (13). Para Constantino, a aproximação com os partidos do chamado Centrão também era “inevitável”. “Ele, inevitavelmente, iria acabar traindo sua base mais radical. Mas Justiça seja feita, ele montou um quadro técnico nos ministérios, aprovou reforma da Previdência, mas era inevitável que alguma coisa não mudasse. Eu sempre fui grande crítico da postura de guerra permanente. O Trump soube mudar essa postura nos Estados Unidos. Acho que é saudável ter diálogo com Congresso, é o que cobram e é o que ele precisa fazer”, disse.

Para Thaís Oyama, o presidente não deve “fazer as pazes” tão rapidamente com o PSL. “Acho que o presidente vai ter muito trabalho para fazer as pazes com PSL e não depende tanto dele assim, há muita resistência no partido”, avaliou. Já Josias de Souza, avalia que o presidente Bolsonaro “transforma rompimentos definitivos em reconciliações constrangedoras”. “O presidente exigiu que a caixa registradora do PSL fosse submetido a um choque de transparência e saiu do partido batendo a porta. Agora, ele ensaia um retorno sem que nenhum dos lados [família Bolsonaro e partido] tenham demonstrado disposição para realizar uma faxina”, disse.

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