O biomédico Ikaro Alves de Andrade, matriculado no doutorado de biologia microbiana na Universidade de Brasília (UnB), não teve a bolsa de estudos cortada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), de acordo com ntoa divulgada pelo órgão nesta quarta-feira (1º). Andrade atua no sequenciamento genético de novos casos de coronavírus e disse que sua bolsa de estudos foi suspensa no início da semana passada.

O estudante, que foi aprovado em 1º lugar no programa, contou à BBC Brasil que o incentivo de cerca de R$ 2,2 mil mensais havia sido “cortado” em decorrência da portaria 34 da Capes. Em nota publicada no site, a fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC) esclareceu que a bolsa pode ter sido retirada porque a universidade não recebeu nenhuma cota para o curso em questão.

“Ele [Andrade] pode ter sido selecionado pelo programa de Biologia Microbiana da Universidade de Brasília (UnB), mas o curso, pelos critérios do Modelo de Distribuição de Bolsas, teve redução do quantitativo de benefícios”, diz o texto.

A Capes informa ainda que o doutorado frequentado pelo estudante tem nota 4 – em uma escala de 3 a 7 – na avaliação da Fundação, além do nível de titulação estar abaixo da média nacional. Mesmo sem a edição da portaria 34, publicada em março deste ano, e que mudou os critérios de concessão de bolsas de pesquisa no país, segundo as regras do Modelo de Distribuição, ele não poderia incluir novos bolsistas.

Incentivo no combate ao coronavírus

Outro ponto esclarecido pela Capes foi o Programa de Combate às Epidemias, ação emergencial que distribuirá 900 bolsas de mestrado e doutorado para pesquisas relacionadas ao tema. As concessões serão feitas apenas para cursos com nota 5, 6 e 7, dentro da grande área de conhecimento do Colégio de Ciências da Vida. Andrade, porém, não se enquadraria na nova seleção pela nota obtida por seu curso.