A Fitch afirma que os esforços dos países da América Latina para reduzir seus déficits fiscais e a dívida no médio prazo podem enfrentar “desafios particulares”, diante da rigidez nos gastos e da disposição política ou das capacidades “limitadas” para elevar impostos.

Em relatório, a agência diz que a retomada do crescimento econômico, preços um pouco mais altos das commodities e a redução do tamanho dos pacotes de apoio fiscal devem reduzir déficits em 2021, “mas um ajuste fiscal estrutural que iria apoiar a redução da dívida poderia ser desigual pela região”.

De acordo com a Fitch, reformas estruturais para ampliar a base de receitas e reduzir a dependência das commodities têm sido raras na região nos últimos anos.

Em vez disso, a maioria dos países confiou em medidas administrativas, com “ganhos desiguais” antes da pandemia.

Pressões sociais e políticas têm ameaçado os esforços para conter o crescimento dos gastos e continuarão a representar desafios, embora esses esforços tenha sido feitos em algumas nações – a Fitch cita como exemplo disso o Brasil e sua reforma previdenciária.

O quadro geral “ajuda a explicar”, segundo ela, o “ponto de partida inicial fiscal fraco dos soberanos latino-americanos no início do choque do novo coronavírus”.

A Fitch acredita, assim, que há desafios na consolidação fiscal para essas nações.

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