O presidente Jair Bolsonaro decidiu, nesta segunda-feira, 14, efetivar o general Eduardo Pazuello como ministro da Saúde. Ele ocupava o cargo interinamente desde a saída de Nelson Teich, em maio deste ano. O Brasil teve três ministros da saúde em 2020 durante a pandemia da Covid-19. As trocas começaram após a demissão de Luiz Henrique Mandetta, no dia 16 de abril. Para o comentarista Guilherme Fiuza, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, “o maior mérito de Pazuello até agora é não ter sido o Mandetta”. “É um alívio nacional ter um ministro que não transforme uma pandemia em palanque. Aquilo era uma industrialização de pânico”, disse Fiuza. A assessoria da presidência confirmou que a cerimônia de posse de Pazuello está marcada para esta quarta-feira, 16.

Segundo Fiuza, Mandetta fez “muito mal para a saúde mental da população”, ao ter “especulado” sobre os assuntos envolvendo a pandemia da Covid-19. Ele foi demitido após desavenças com o presidente Jair Bolsonaro, principalmente em relação ao isolamento social. O ex-ministro era a favor do isolamento, enquanto o presidente queria que a economia continuasse aberta. “Ele foi de uma hipocrisia sem precedentes ao advogar sobre aquele isolamento. Qualquer mal que seja contagioso você sabe que tem a questão da proximidade. Tinha aquela questão de uma distância de dois metros que até a OMS demarcou, de evitar aglomerações e cuidar dos vulneráveis. Ele não quis saber nada disso, ouviu o Robert De Niro falar lá em Nova York para as pessoas ficarem em casa e ficou repetindo isso aqui, mas quando saiu do cargo saiu abraçando e beijando as pessoas”, afirmou o comentarista.

Fiuza elogiou Eduardo Pazuello e disse que a gestão dele tem “um contraponto muito claro que será uma gestão responsável”. “Ele assumiu com a prerrogativa da logística. Houve uma diretriz clara de que parte da comunidade científica acreditava que poderia ser eficaz o uso da cloroquina e o governo disponibilizou para quem quisesse pedir”, disse. O comentarista apontou, porém, que Pazuello foi e será prejudicado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que entendeu que os estados e municípios teriam poder para determinar ações de combate à pandemia. “Tirou a capacidade de decisão do ministro da Saúde”, lamentou.