SÃO PAULO – Nos últimos dias, o mercado de trabalho americano sofreu um baque. O número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada saltou para 6,65 milhões após já ter atingido um recorde de cerca de 3,3 milhões no dado anterior.

Assim, a disparada dos pedidos mostrou que perto de 10 milhões de pessoas nos EUA deixaram de trabalhar nas últimas duas semanas.

Antes do coronavírus fechar a maior parte da economia dos EUA, o recorde anterior tinha sido em 1982, com 695 mil pedidos.

Durante a crise financeira de 2008-2009, o recorde aconteceu em março de 2009, quando foram registrados 665 mil pedidos.

O gráfico abaixo, divulgado na página do Twitter de Len Kiefer, economista adjunto da Freddie Mac, dá a dimensão do impacto do coronavírus, ao mostrar um salto exponencial em 2020. Ele mostra o salto exponencial dos pedidos em 2020 e faz a comparação com números desde a década de 1960:

Já os pedidos continuados de seguro-desemprego, que fazem referência aos que estão sem trabalho há mais de uma semana, subiram 1,245 milhão na semana até 21 de março, para 3,029 milhão. Esse indicador específico é divulgado com uma semana de atraso.

Esses dados revelam a magnitude dessa crise, uma vez que são os primeiros desde que as medidas de restrições e confinamento se tornaram mais gerais no país. Por conta das medidas de restrição, cidades antes vibrantes se tornaram lugares fantasmas, com empresas fechadas e ruas vazias.

De acordo com analistas, os dados de emprego de abril podem ser desastrosos e mostrar números antes inimagináveis na faixa de 10 a 20 milhões.

A pandemia do coronavírus pegou os EUA em cheio. Entre quarta e quinta-feira, o país registrou 1.169 mortes por Covid-19 em 24 horas, segundo contagem de referência realizada pela Universidade Johns Hopkins. Com esta cifra, o país teve o maior número de mortes em 24 horas, desde o início da pandemia, em todo o mundo.

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